quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Cristo sofreu e morreu... Para absorver a ira de Deus


Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)
Gálatas 3:13

[Cristo] a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
Romanos 3:25

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
1 João 4:10

Se Deus não fosse justo, não haveria exigência para seu Filho sofrer e morrer. E se Deus não fosse amoroso, não haveria desejo de que seu Filho sofresse e morresse. Mas Deus é tanto amoroso quanto justo. Conseqüentemente seu amor está desejando satisfazer as demandas de sua justiça.

A lei de Deus demandava, “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6:5). Mas todos nós temos amado mais a outras coisas. Isto é que é o pecado – desonrar a Deus preferindo outras coisas invés dele, e agindo sobre estas preferências. Então, a Bíblia diz, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Nós glorificamos o que nós desfrutamos mais. E o que nós mais desfrutamos não é Deus.

Então o pecado não é pequeno, porque ele não é contra um pequeno Soberano.

A seriedade de um insulto aumenta de acordo com a dignidade do insultado. O Criador de todo o universo é infinitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Assim, falhar em amá-lo não é algo trivial – é uma traição. É difamar a Deus e destruir a felicidade humana.

Como Deus é justo, ele não varre esses crimes para baixo do tapete do universo.

Ele sente uma ira santa contra estes pecadores. Eles merecem ser punidos, e ele deixa isto claro: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4).

Há uma maldição santa sobre todo pecado. Não punir seria injusto. A humilhação de Deus seria endossada. A mentira reinaria no centro da realidade. Assim diz o Senhor, “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las” (Gálatas 3:10; Deuteronômio 27:26).

Mas o amor de Deus não descansa com a maldição que paira sobre toda a humanidade pecadora. Ele não se apraz em mostrar a ira, não importa o qual santa ele seja. Então Deus envia seu próprio Filho para absorver esta ira e suportar a maldição por todos os que confiam nele. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gálatas 3:13).

Este é o significado da palavra “propiciação” no texto citado acima (Romanos 3:25). Se refere a remoção da ira de Deus providenciada por um substituto. O substituto é providenciado pelo próprio Deus. O substituto, Jesus Cristo, não apenas cancela a ira; ele a absorve e desvia de nós para si mesmo. A ira de Deus é justa, e ela foi derramada, não retirada.

Não vamos brincar com Deus ou levar como trivial seu amor. Nós nunca vamos levar a sério em temor ser amados por Deus até que nós consideremos a seriedade de nosso pecado e a justiça de sua ira contra nós. Mas quando, pela graça, nós despertamos para nossa indignidade, então nós poderemos olhar para o sofrimento e morte de Cristo e dizer, “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10).

Excerto de (The Passion of Jesus Christ: Fifty Reasons Why He Came to Die pp. 15-16). Traduçao Livre Pb. David Lima.
    

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